Destino d'um Cão Abandonado
- Nuno

- 27 de jul. de 2019
- 2 min de leitura
Atualizado: 31 de jul. de 2019

Há muito tempo atrás, comovido pela tristeza do mendigar animal, escrevi uma historia, no wattpad, narrando a vida de um pobre cão rejeitado e atirado no meio da escuridão das estradas mais apagadas da cidade.
Hoje anuncio que começarei a publicar, aqui, no blog, os capítulos do meu livro, embora com mais detalhes, perfeição, correção de ortografia... O intervalo de publicação de capítulo a capítulo, poderá estender-se , mas ainda estou em revisão!
Espero que gostem do livro, e acima de tudo, que o sintam.
Um bj e see ya soon!!!
PRÓLOGO
- Mas não podemos ficar com ele...
- Filho da mãe... Realmente este cão é uma...
- Vamos leva-lo para onde?
- Para qualquer canto... Longe de casa, sítio escondido e não dês nas vistas.
- Eu levo-o então, certo! - fala e olha para Bill. Poderia dizer que pelo meio da confusão de palavras de ofensa, o cão apenas os tentava focar na maior das tentativas de não sujar o pelo por chorar. Bill sabia que não era um cão perfeito, talvez só fosse mesmo um troço inútil que incomodava os donos pelas sapatilhas desfeitas e solas arrancadas; ele sabia, também, o significado de um pontapé, uma alavanca para iniciar os outros nove ou dez. Normalmente, depois do golpe ele tentava fugir.
- Eu vou agora lá baixo, à tabacaria, diz-me qualquer coisa depois de o largar. - o casal beija-se e Joana disfere um golpe com o seu pé diretamente no peito do cão - olha, desta vez não ganiu! - ri-se juntamente com o namorado e dá costa ao problema!
~~~
Eu não estava a perceber nada que os meus donos falavam...
Num movimento forte e apreensivo, o meu pai agarra-me pelas patas, e leva-me até ao carro, atirando-me lá para dentro. Deve ser a segunda vez que sinto as mãos dele - quando me pegou ao colo para me dar de presente e agora, presenteando-me com a rua.
Passados um longos e torturantes minutos, o meu pai agarra-me pelo cachaço atirando-me pela a rua fora, entra no carro e cospe, isto numa única fração de segundo, rápido como um flash embora lento aos meus olhos.
E agora?
- Estou aqui sozinho... — digo soltando uma lágrima, acumulando-se no pelo, agora não preciso de ter medo de o sujar, não mais.


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